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7 de Junho de 2021

CONFIANÇA DOS CONSUMIDORES CHAPECOENSES DIMINUI

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) chapecoense está reduzido neste mês em 0,52%, ao passar de 69 pontos em maio para 68,65. Esses dados fazem parte da pesquisa do ICC, feita em conjunto pela área de Pesquisa e Estatística do Sindicato do Comércio da Região de Chapecó (Sicom) e da Unochapecó, por meio do curso de Ciências Econômicas. Realizada entre os dias 14 a 26 de maio, a amostra foi composta por 97 mulheres e 82 homens de diversas faixas etárias e classes de renda.

Para a responsável pelo levantamento do ICC, professora Cássia Heloisa Ternus, esta leve queda em junho mostra que os consumidores ainda estão incertos diante das condições econômicas e políticas atuais. A redução do índice, conforme indicado no levantamento, foi puxada pela confiança dos chapecoenses com renda até R$ 2 mil (7,63%) e dos consumidores com idade até 24 anos (2,92%). Por outro lado, as variações positivas mais expressivas foram registradas pelos consumidores com idade entre 45 e 65 anos (26,89%) e com renda maior ou igual a R$ 4 mil (12,12%).

Desempenho dos subíndices

O Índice de Condições Econômicas teve queda de 8,60%, atingindo 60,37 pontos, ante 66,06 de maio, quando houve queda de 3,93%. No Índice de Expectativas de Consumo houve elevação de 4,12%, totalizando 73,73 pontos, enquanto em maio esses números foram de alta de 12,86% e de 70,81 pontos.

Outro índice analisado, o do Endividamento e Inadimplência do Consumidor, permite sondar o nível de obrigações a pagar ou em atraso que o consumidor possa ter. Neste mês, o IEIC apresentou aumento de 6,81%. Em maio esse índice representava 119,74 pontos e agora em junho subiu para 127,90 pontos.

Covid-19 e hábitos de consumo

Neste mês, 56,98% dos respondentes afirmaram que após o fim da pandemia pretendem manter algum hábito de consumo adquirido durante a pandemia, enquanto 9,5% confirmaram que não manterão qualquer novo hábito. Ainda, outra parte dos participantes da pesquisa (12,85%) não modificaram qualquer hábito de consumo durante este período e 20,67% não souberam ou não quiseram, responder.

Na vida financeira, 70,95% dos consumidores asseguraram que não houve alteração na sua renda em decorrência da pandemia, enquanto 24,02% constataram diminuição na mesma e 5,03% tiveram aumento na sua renda. Dessa forma, 30,17% dos participantes revelaram ter aumentado os gastos extras em relação ao mês de maio, 28,49% realizaram cortes, 10,06% realizaram cortaram extras e essenciais e 29,05% mantiveram o mesmo nível de gastos do mês anterior.

EXTRA COMUNICA – Hugo Paulo Gandolfi de Oliveira-Jornalista/MTE4296RS – 7/06/2021