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28 de Maio de 2020
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Para Sicom, comércio cumpre regras preventivas e presta serviço fundamental

Ao aliar a segurança e a proteção aos comerciantes, funcionários das lojas e clientes contra o coronavírus, o comércio pode manter suas atividades em funcionamento. Essa avaliação é do Sindicato do Comércio da Região de Chapecó (Sicom), ao constatar que não estão nos estabelecimentos comerciais os maiores riscos de proliferação do Covid-19, devido ao cumprimento das normas preventivas.

Avaliação da entidade representativa do segmento empresarial do comércio também leva em consideração o impacto geral das restrições, que vêm desde 18 de março e afetam não somente as empresas, mas também os trabalhadores, consumidores e a própria manutenção de empregos. Entretanto, é destacada pelo Sicom a necessidade de compatibilizar o funcionamento das empresas de todos os segmentos e os cuidados com a saúde coletiva em vista dos riscos aos quais qualquer pessoa está sujeita.     

No entendimento do presidente do Sicom, Ricardo Urbancic, o comércio tem seguido as normas de prevenção indicadas pelas autoridades da saúde, com a observância das medidas indicadas. Para ele, não está dentro das lojas o maior risco de aglomerações, mas em espaços públicos comuns. Acrescenta que “o funcionamento do comércio, com a adoção de todas as ações preventivas recomendadas pelas autoridades da saúde, não coloca em risco a população, empresários e colaboradores”. Além disso, lembra que o comércio também presta serviços fundamentais à população, ao disponibilizar produtos necessários no dia a dia.

Ampla consequência

Dados das autoridades da saúde atestam que no Brasil tem aumentado de forma constante a cada dia o número de contaminados e Santa Catarina e Chapecó seguem essa tendência. Isso levou, entre outras medidas para conter a propagação do coronavírus, ao fechamento do comércio em todo o Estado por 26 dias, entre 18 de março e 13 de abril. Essa determinação gerou em Chapecó redução de aproximadamente 49% no faturamento do setor, com perdas da ordem de R$ 54 milhões, conforme estimativa da Divisão de Pesquisa e Estatística do Sindicato do Comércio (Sicom Pesquisas).

Como um dos setores mais representativos da economia, o comércio é constituído em Chapecó, segundo dados de 2019 do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), por 4.143 estabelecimentos comerciais que geram 18 mil empregos formais, o que significa 24,20% da empregabilidade no município. Em vista desses números, que mostram a fatia de praticamente a quarta parte dos empregos de Chapecó, uma crise no comércio poderia ter efeitos grandiosos na economia do município, refletindo nos demais setores da cidade, indica análise do Sicom Pesquisas.

EXTRA COMUNICA – Hugo Paulo Gandolfi de Oliveira-Jornalista/MTE4296RS – 28/05/2020