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14 de Maio de 2019
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Dividir as despesas em rotineiras e eventuais é fundamental, destaca planejador financeiro

Finanças pessoais, os investimentos e o viés comportamental. Esses foram alguns dos pontos abordados pelo especialista Jailon Giacomelli em palestra realizada pelo Sindicato do Comércio da Região de Chapecó (Sicom). Para detalhar o tema “Como ter poder sobre o seu dinheiro - Uma conversa sobre finanças e investimentos”, ele falou nesta segunda-feira, 13 de maio, para empresários e outros profissionais de empresas do comércio de Chapecó e região.

Jailon Giacomelli, que é diretor de Operações da Par Mais, planejador financeiro e especialista em investimentos e mercado de capitais, destacou que a primeira tarefa para controlar o dinheiro é saber quanto é gasto por mês. Para auxiliar nessa soma, citou uma metodologia fundamental que divide as despesas em rotineiras e eventuais. Exemplificou que as rotineiras são aquelas como gasolina, aluguel, plano de saúde e IPTU, que é um compromisso de todo ano, mas pode ser pago tudo de uma vez ou parcelado.

As pessoas mais “se perdem”, segundo o palestrante, é no controle das despesas eventuais, como viagens. Ele apresentou ainda, como exemplo, a troca de carro, atitude que, de acordo com o especialista, precisa ser avaliada, inclusive quando à periodicidade da compra.

Jailon enfatizou ser necessário avaliar o tempo dedicado ao controle das finanças: “Trabalhamos mais de 50 horas para dar conta de tudo, às vezes até no final de semana, mas não investimos tempo para cuidar do nosso dinheiro”. Orientou que é preciso traçar um objetivo para controlar e investir o dinheiro. Lembrou, também, que para quem lida com finanças de casais, “a infidelidade financeira é o segundo motivo no mundo que mais separa e somente perde para a infidelidade tradicional”. Assim, detalhou que “infidelidade financeira tem a ver com esconder do parceiro alguma compra, não falar quanto ganha ou gasta, não querer dar satisfação”.

Analfabetismo financeiro

O especialista Jailon Giacomelli abordou, além do controle das finanças pessoais, a interpretação dos juros e formas de investimento, como aplicações em fundos e previdência privada, e lembrou que é fundamental ser avaliado o aspecto da rentabilidade. Se referiu, ainda, a um problema que considera nacional, o analfabetismo financeiro. Para retratar essa realidade, apresentou dados de que no Brasil apenas 1% dos aposentados conseguem se manter com a renda que ganham na aposentadoria, 46% dependem de parentes, 28% dependem de caridade e 25% trabalham por necessidade.

EXTRA COMUNICA - Hugo Paulo Gandolfi de Oliveira-Jornalista/MTE4296RS - 14/05/19