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5 de Julho de 2019
Pesquisas

Confiança do consumidor chapecoense é positiva após quatro meses de queda

A confiança dos chapecoenses em relação à economia é acompanhada mensalmente em pesquisa conjunta do curso de Ciências Econômicas da Unochapecó e Divisão de Pesquisa e Estatística do Sindicato do Comércio (Sicom Pesquisas). O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), depois de quatro meses seguidos com o registro de queda, volta a apresentar neste mês nível positivo, com o aumento de 1,68%.

Em pontos, o índice apresenta aumento de 1,51 ponto, totalizando a confiança dos consumidores em 91,52 pontos, ao passo que em junho foi de 90,01. Realizada entre os dias 14 e 25 de junho, a amostra foi composta por 111 mulheres e 134 homens de diversas faixas etárias e classes de renda. A elevação do índice foi puxada pela confiança da população com idade acima de 65 anos (10,38%) e por jovens com até 24 anos (5,30%). Já as maiores reduções aparecem nas categorias dos indivíduos com renda de R$ 1,5 mil até R$ 3 mil (5,45%) e acima de R$ 3 mil (2,26%).

Desempenho dos subíndices
Quanto ao Índice de Condições Econômicas (ICE), a pesquisa mostra aumento de 9,63%, atingindo 89,71 pontos, ante 81,83 de junho. Os resultados indicam que os consumidores estão mais confiantes com relação às finanças e as condições para aquisição de bens duráveis. Entre os fatores que explicam a variação positiva estão a queda nos índices inflacionários e o recuo na taxa de desemprego.

O Índice de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (IEIC), que permite sondar o nível de obrigações a pagar ou em atraso que o consumidor tem, apresentou aumento de 12,21%. Em junho, esse índice representava 122,45 pontos e em julho passou para 137,40.

Entre os consumidores entrevistados, 68,5% estão com alguma obrigação a pagar, e o cartão de crédito aparece em primeiro lugar, seguido pelo débito em lojas. O percentual de consumidores que disseram estar inadimplentes apresentou redução em julho. Em junho, 17,3% das pessoas endividadas também estavam inadimplentes, ao passo que em julho esse percentual caiu para 10,3% dos entrevistados.

Com relação ao comportamento do Índice de Expectativas de Consumo (IEC), houve nova redução, de 2,53%, apresentando 92,62 pontos em julho. O resultado é o pior desde setembro de 2018, mas a variação foi menos expressiva do que em junho (-6,57%).

EXTRA COMUNICA - Hugo Paulo Gandolfi de Oliveira-Jornalista/MTE4296RS - 05/07/19