Notícias

10 de Abril de 2019
Pesquisas

Cesto dos produtos básicos tem crescimento moderado no custo

Coleta de dados entre os dias 1 e 2 de abril, realizada em 10 estabelecimentos comerciais de Chapecó, mostra leve elevação do custo do cesto de 57 produtos básicos, no índice de 0,14%, em relação a março. Já a cesta de 13 mercadorias mostra aumento de 2,56% em abril. Os dados são de levantamento realizado pelo curso de Ciências Econômicas da Unochapecó, em parceria com o Sindicato do Comércio (Sicom).

O custo monetário médio do cesto neste mês é de R$ 1.409,01, diante de R$ 1.407,10 registrados em março, ou seja, diferença de apenas R$ 1,91. Quanto à evolução nos últimos 12 meses, a majoração chega a 8%. Na cesta de 13 produtos, o custo médio em abril chegou a R$ 360,67, enquanto no mês passado o valor foi de R$ 351,67, ou seja, aumento de R$ 9,00. Em 12 meses essa cesta aumentou 19,49%.

Integrantes da composição do cesto, os produtos que mais contribuíram para a alta dos índices foram o tomate comum, em 35,86%, e a cebola, em 26,03%. As menores reduções de custo entre os 57 produtos do cesto foram identificadas na cenoura, em 29,93%, e na batata inglesa, em 24,32%.

O tomate comum continua com seu preço ascendente. Segundo o jornal Folha da Região, do interior de São Paulo, o aumento sofrido pelo tomate se explica devido ao calor e à alta demanda pela fruta, que causaram aumento no preço do produto em todo o Brasil. O preço crescente é também resultado da produção menor. Para a HF Brasil mesmo com preços altos a qualidade da fruta não é das melhores “apesar das elevadas cotações, tomates sem manchas, firmes e sem problemas com acidez ou rachaduras, são difíceis de serem encontrados”.

Neste mês, uma família chapecoense necessita de 1,41 salários mínimos (líquidos) para adquirir o cesto de produtos básicos, e para adquirir a cesta básica necessita 0,36 salários mínimos.

Índices dos subgrupos  

Em relação aos subgrupos que compõem o cesto, o aumento mais expressivo foi nos materiais de limpeza, em 2,62% entre março e abril. Também tiveram alta nos subgrupos: não alimentares – 1%; produtos industrializados – 0,72%; in natura – 0,63%; alimentares – 0,37%; e semi-industrializados – 0,11%. De outra parte, houve queda de 1% nos serviços tarifados e de 0,11 semi-industrializados.

EXTRA COMUNICA - Hugo Paulo Gandolfi de Oliveira-Jornalista/MTE4296RS - 10/04/19