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8 de Agosto de 2019
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As perspectivas para o semestre

O Brasil iniciou 2019 com ampla expectativa de mudanças, depois de guinada radical no comando do governo federal e da maioria dos governos estaduais. Além disso, foi singular a mudança de composição, em termos do espectro ideológico, nas casas legislativas. Passado o primeiro semestre, sem que melhoria mais consistente tenha se concretizado na economia - o que até certo ponto é compreensível devido ao curto período para evolução mais ampla -, estamos neste segundo período do ano com a firme expectativa de concretização de mudanças nos campos econômico e da política, para que a situação efetivamente mude.

Nos primeiro semestre a atividade comercial apresentou sinais de melhoria, conforme a Pesquisa Mensal de Comércio feita pelo IBGE, e a expectativa é de que evolua de forma mais efetiva especialmente a partir de agosto/setembro, com a mudança de estação e o aumento do consumo. Se no campo econômico a situação é essa, de crescimento - mesmo que não tanto quanto o desejado -, na área política as novas composições no Parlamento não foram tão salientes em mudança de conceitos e práticas.  

No Congresso Nacional, principalmente a partir de maio, uma série de discussões políticas secundárias tirou foco e força do governo e levou à procrastinação da Reforma da Previdência para o segundo semestre, o que abala negativamente o mercado. Assim, espera-se que a aprovação da primeira grande reforma do governo Bolsonaro, ao mudar as regras da aposentadoria, dê partida para outras, igualmente fundamentais para a vida nacional. É preciso que se abram as portas para as não menos importantes reformas política e tributária.

O certo é que há consumo reprimido, de um lado. De outro, está a vontade do setor produtivo de investir, de sair do marasmo, de contratar e de fazer a economia crescer. Porém, para isso, são necessárias maiores medidas no campo político e econômico, o que depende do Executivo Federal e também do Legislativo. Devemos, pois, acompanhar e manter a cobrança perante nossos entes políticos, sejam os senadores ou os deputados, sem esquecer do Executivo, é claro.

Regionalmente, o comércio pujante e dinâmico responde por expressiva parcela do desempenho econômico, o que é implementado pela indústria e a prestação de serviços, sem esquecermos da importância primordial do setor primário, com as produções agrícola e pecuária. Assim, o setor produtivo também no Oeste Catarinense está pronto para uma ampla retomada. Isso porque devemos acreditar que quem faz a economia forte é o setor produtivo, através de empresários ousados e de mão de obra qualificada e valorizada.

Ricardo Urbancic,
presidente em exercício do Sindicato do Comércio da Região de Chapecó (Sicom)