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4 de Janeiro de 2021
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Artigo: enfrentamentos em ano atípico

Começamos o ano passado com as melhores expectativas. Porém, essa boa perspectiva durou pouco. Lá por meados de fevereiro surgiram, de forma mais insistente, os primeiros indícios do susto: uma possível pandemia iria afetar a vida das pessoas e das empresas. E foi o que ocorreu, com o crescimento paulatino das consequências do coronavírus a partir de março. Assim, o ano passado finalizou de forma atípica.

Todos os setores da sociedade foram afetados pelas mudanças que se tornaram obrigatórias, na vida individual e na convivência coletiva, nas casas das pessoas, nas empresas e nos espaços públicos. Foram verdadeiros enfrentamentos de uma pandemia que, pelos aspectos envolvidos, irá perdurar em seus efeitos.

Nas situações geradas, o comércio foi, e ainda é, um dos setores mais afetados. Não somente do ponto de vista econômico, mas também quanto às medidas necessárias em relação às questões da saúde. Muitas vezes o comércio, literalmente, arcou com o fardo de aspectos atinentes à prevenção, principalmente porque em outras áreas não houve o devido cuidado.

Então, foram sobrecargas de um lado, decorrentes de excessos de outros. Mesmo assim, a grande maioria da população e das empresas soube entender as restrições. Daí, nosso setor do comércio e a sociedade foram se equilibrando, mas com altos e baixos, sempre na expectativa de que paulatinamente voltemos à normalidade possível.

Nas empresas tivemos, com raras exceções, a compreensão para a adoção de todas as medidas preventivas. Houve o entendimento da importância do comércio para o fornecimento de bens e serviços para a sociedade, e, apesar das restrições eventuais de abertura que tivemos, o saldo de resultados quanto às medidas tomadas é positivo.

É preciso, entretanto, mantermos o alerta, pois não estão esgotados os riscos, especialmente neste período de verão, quando há maior circulação por parte das pessoas em todos os espaços. Veja-se o que vem ocorrendo na Europa, com a antes prevista segunda onda do Covid-19. É necessário, portanto, a continuidade dos cuidados, por parte de todos, nos espaços individuais e nas áreas públicas, com as devidas atitudes diante dos riscos. É possível conviver com o trabalho em qualquer empresa e com os cuidados relativos à saúde. Quanto mais nos preocuparmos com esse bem-estar, individual e coletivo, melhor e mais saudável será este 2021.

Ricardo Urbancic,
presidente em exercício do Sindicato do
Comércio da Região de Chapecó (Sicom)