Sete tendências no consumo de higiene e beleza

Sete tendências no consumo de higiene e beleza

É cultural. O brasileiro se preocupa com a aparência e valoriza bastante a higiene e os cuidados pessoais. Desde que a pandemia avançou por aqui, esses hábitos se potencializaram. No estágio atual, já é possível identificar mais claramente algumas mudanças no comportamento de compras que merecem sua atenção no setor.

EXPERIÊNCIA DO CONSUMIDOR
Como estão indo a menos lojas, os shoppers têm preferido as que proporcionam maior segurança e compras mais rápidas e produtivas

Os novos comportamentos significam oportunidades para o varejo incluir produtos na cesta de compras do shopper, inclusive de maior valor agregado. Confira:

  1. FAÇA VOCÊ MESMO

Desde que a pandemia se instalou no Brasil, ganhou força um movimento de autocuidado por parte dos consumidores. “Muitas pessoas recorreram ao ‘Do It Yourself (DIY)’, o famoso ‘faça você mesmo’. Elas passaram a realizar dentro de casa procedimentos de cuidados com os cabelos e com a pele, além de outros rituais de cuidados pessoais, que antes eram tradicionalmente realizados em salões de beleza e barbearias”, analisa João Carlos Basílio, presidente executivo da Abihpec (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos).

“Itens da categoria de faciais e hidratantes corporais agora são entendidos e consumidos como formas de carinho e conforto, ajudando a aliviar a tensão do dia a dia, acalmar as incertezas e reduzir o estresse”
Andréa Bó, Diretora de marketing da Nivea

  1. RETOMADA PELA BUSCA POR BEM-ESTAR

No início do período de isolamento, o consumidor privilegiou produtos de higiene básica, como os sabonetes. Porém, desde que ficou claro que a pandemia duraria mais tempo, o cenário passou por uma transição e as pessoas começaram a se preocupar mais com o bem-estar e a autoestima. A fabricante Nivea , por exemplo, notou a retomada do interesse pela categoria de faciais e hidratantes corporais.

6,2% Participação da seção nas vendas do varejo em 2019, o que gerou…

33 bilhões de reais em faturamento com…

29,9% de margem bruta média

Fonte: SA Varejo/Pesquisa Maiores Varejistas

  1. PROCURA POR SOLUÇÃO COMPLETA

“Há categorias que já fazem parte da rotina diária de cuidados, como nossas linhas de papel higiênico, fraldas infantis e absorventes femininos, porém temos percebido que existe agora uma aposta em soluções completas, como o uso combinado de papel higiênico e lenços umedecidos”, destaca Claudio Vilardo, diretor nacional de vendas da Kimberly-Clark .

Esse fenômeno também aparece em outras categorias, como a de cuidados com os cabelos. A fabricante Flora , por exemplo, observa aumento na procura por máscaras de tratamento, que oferecem um cuidado mais intenso aos fios das consumidoras.

  1. COMPRAS MAIS PLANEJADAS

“Os consumidores estão ensaiando mudanças de hábitos e preferências com compras mais planejadas, que incluem o meio digital como alternativa às lojas físicas“, reforça Andréa Bó, diretora de marketing da Nivea. Mais consciente, o público está seletivo e procura resultados melhores em produtos que oferecem uma boa relação custo-benefício. A credibilidade das marcas, diz Andréa, também é considerada nesse planejamento da compra.

  1. VALORES INDIVIDUAIS DO CONSUMIDOR GANHAM PESO

O estudo “O novo consumidor pós Covid-19”, realizado pela consultoria McKinsey, revela que a maior preocupação com a sustentabilidade será um dos legados deixados pela pandemia. A principal transformação é que “ser sustentável” deixa de ser um conceito abstrato para se tornar critério importante na escolha. “Essa mudança é acompanhada da busca dos consumidores por identificação com valores e propósito em relação às marcas que decidem consumir. Nesse contexto, o consumidor está cada vez mais exigente, buscando certificar-se de que as marcas que vêm a público falando sobre tais aspectos estejam, de fato, agindo de forma coerente com tal discurso”, ressalta João Carlos Basílio, presidente executivo da Abihpec.

  1. NOVOS CANAIS DE VENDAS

Na avaliação da Abihpec, o aumento da compra de produtos de higiene e beleza por meio de canais digitais – e-commerce, WhatsApp, entre outros – deve permanecer. “O consumidor vem demonstrando estar satisfeito com esse tipo de experiência, o que inclusive trouxe competitividade e eficiência para os vários canais de vendas”, explica João Carlos Basílio, presidente executivo da Abihpec.

  1. VALORIZAÇÃO DE ITENS ESPECÍFICOS

Forte tendência por produtos específicos para cada necessidade tem sido detectada pela fabricante Condor. Na categoria de oral care, começou com cremes dentais e está se estendendo para outros itens, como as escovas. De acordo com a empresa, hoje, as variedades disponíveis no mercado não dizem respeito apenas a maciez, preço e design, mas cada vez mais a suas funcionalidades. Já na categoria de produtos de beleza, a Condor alerta para a possibilidade de investir em tendências de nichos, trazendo inovação para cuidados com cada tipo específico de cabelo.

Fonte: SA Varejo, 09/10/2020

SICOM

O SICOM – Sindicato do Comércio da Região de Chapecó – atua como um importante aliado das empresas do comércio. Tem como foco principal o associado, por isso, trabalha com o propósito de coordenar, proteger e defender todas as atividades econômicas relacionadas ao comércio.

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