Como será o varejo e a indústria de consumo depois do coronavírus?

Como será o varejo e a indústria de consumo depois do coronavírus?

O mundo está diante de um processo de transformação intensa. A pandemia de coronavírus tem sido uma grande impulsionadora para a adoção e utilização de novos recursos na maioria dos setores. Há um aumento crescente do comércio eletrônico e de tecnologia. O que antes era um complemento, hoje é fundamental para o desenvolvimento e sobrevivência dos negócios.

Esses e outros insights estão presentes em um estudo da KPMG sobre as tendências que afetarão o setor de varejo e a indústria nos próximos anos na América do Sul e obtido com exclusividade pela Consumidor Moderno.

De acordo com a pesquisa, as atuais circunstâncias globais fizeram dos consumidores mais conectados, informados, exigentes, engajados e conscientes. “Os casos de sucesso já revelam que, no futuro, não haverá varejo sem tecnologia. O setor todo estará muito mais digitalizado”, completa Paulo Ferezin, sócio-líder de Varejo e de Alimentos e Bebidas da KPMG no Brasil.

O conteúdo ainda destaca oito caminhos que estão otimizando a cadeia de suprimentos e que podem ajudar em soluções, investimentos e experiências diferenciadas para os consumidores. Veja abaixo.

Pessoas no centro
A centralidade do cliente se tornou o novo epicentro do varejo, isso porquê o nível de exigência do consumidor cresceu significativamente nos últimos anos e promete crescer ainda mais. Hoje, as pessoas exigem transparência das empresas e assuntos como conscientização, sustentabilidade, produção e inclusão impulsionam o posicionamento na hora de fazer uma compra. Não há mais “simples clientes”, a tendência agora é que os consumidores sejam vistos como “agentes da mudança” ou “prosumidores”.

A experiência e a lealdade do cliente
Em parceria com a primeira, essa tendência age de acordo com as mudanças no comportamento e perfil dos consumidores. Aqui as empresas valorizam as estratégias que geram experiências diferenciadas aos seus clientes através de lealdade e estabelecendo uma ligação emocional. Isso fica ainda mais relevante na pandemia da COVID-19 com o isolamento social. Esse é o momento das companhias começarem a investir em novos modelos de trabalho, aprendizados à distância, entretenimento online, entre outros.

A confiança como o motor do crescimento
A confiança é um elemento básico em todo relacionamento. Sem ela, não há sintonia, não há acordos e nem vínculos que possam durar por um longo tempo. Isso vale tanto para a vida pessoal, como para a profissional. O nível de confiança que o consumidor atribui a uma determinada empresa é o que vai fazer ele voltar a escolhê-la ou não. Por isso, as marcas devem mostrar seus valores e buscar por iniciativas focadas em melhorar os níveis de reputação para conquistar uma boa relação de credibilidade.

Rumo a um modelo eficiente e ético no uso dos dados pessoais
O uso dos dados do consumidor é outra ação estratégica notada. Com ela, é possível entender os hábitos de compra, as escolhas e horários de maior fluxo. O recurso permite sincronizar a oferta com as expectativas do cliente e fazer previsões sobre as próximas compras. É importante que as empresas usem essa técnica de forma ética, segura e inteligente, para que a personalização das vendas mostre que o cliente é único e importante.

As novas plataformas e modelos de negócios
Atualmente tudo o que é possível está migrando do mundo físico para o virtual. Novos modelos de negócios e o e-commerce estão crescendo. A tecnologia móvel é um dos principais propulsores das plataformas, já que praticamente todos os consumidores possuem um smartphone em mãos. De acordo com o estudo, mais de 80% da população global tem uma conexão móvel ativa de Internet, e é por isso que o varejo agora é digital: hoje uma compra pode ser feita em qualquer lugar e em qualquer horário.

Cooperação e colaboração
Os varejistas que entregam um produto de boa qualidade e conseguem garantir o serviço em tempo hábil e a um preço justo, conquistam ainda mais quem está do outro lado. Tudo isso só é possível se for feito de forma colaborativa e organizada. Neste sentido, plataformas que investem em iniciativas de colaboração – inclusive entre concorrentes – para enfrentar a dinâmica das mudanças que estão reconfigurando o varejo chamam a atenção. Esse é o momento em que os pensamentos egoístas foram deixados no passado e o “estamos juntos” é a chave para o sucesso. A parceria entre a Kohl’s e a Amazon é um bom exemplo disto.

Cadeia inteligente e responsiva de suprimentos
O omnichannel já estava sendo implantado no varejo há algum tempo e agora seu uso se tornou prioridade. É indispensável que quem possui uma cadeia de suprimentos inteligente e responsiva invista na estratégia. Sua adoção é importante para equilibrar os negócios físicos e online, além de tornar as demandas mais rápidas; no momento, essa opção está congelada pelas empresas por conta da pandemia, mas quando a situação passar a tendência é que ganhe mais abrangência.

A tecnologia como base para o desenvolvimento
Com o novo cenário em que o mundo se encontra, a tecnologia deixou de ser um complemento para se tornar uma necessidade. Hoje, toda a cadeia do varejo depende dela como nunca antes. O mundo tecnológico chegou para modificar os padrões de comportamento, bem como às novas oportunidades oferecidas. E é assim que novos comandos como a inteligência artificial e a realidade aumentada tomam conta dos negócios e só prometem ascender.

                                                                                                                      Fonte: Consumidor Moderno, 17/04/2020

SICOM

O SICOM – Sindicato do Comércio da Região de Chapecó – atua como um importante aliado das empresas do comércio. Tem como foco principal o associado, por isso, trabalha com o propósito de coordenar, proteger e defender todas as atividades econômicas relacionadas ao comércio.

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