Tendências: Varejo Farmacêutico

Tendências: Varejo Farmacêutico

O segmento do varejo farmacêutico mostra-se forte, crescendo acima da economia nacional, e extremamente competitivo, devido ao maior número de concorrentes e ao nível da concorrência.

De acordo com dados divulgados em fevereiro pelo IBGE, dos segmentos do comércio varejista o que compreende artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos ficou em terceiro lugar em 2018 no desempenho, com 5,9%. Já o relatório do Instituto de Pesquisa IQVIA no Brasil, mostra que o faturamento das farmácias no país durante os 12 meses do ano passado foi  11,76% maior comparado com o mesmo período do ano anterior, fechando 2018 com R$ 120 bilhões em faturamento.

Para os próximos anos, as principais tendências que impactarão no varejo farmacêutico, conforme especialistas, são as seguintes:

Prescrição Eletrônica – Da forma como acontece atualmente, a prescrição escrita à mão gera erros de dispensação e de consumo, porque muitas vezes balconistas e pacientes não conseguem entender a letra do médico. A receita médica digital, com informações padronizadas, digitadas e compartilhadas em rede, permite que a qualquer farmácia que o paciente se dirigir o atendente consiga acessar a receita médica e fazer a dispensação com mais agilidade e segurança.

Gerenciamento por categorias – Uma boa organização dentro da drogaria melhora a experiência de compra do consumidor, pois permite que ele encontre com mais facilidade o que procura. Através do gerenciamento por categorias é possível estruturar melhor o mix de produtos e desenvolver estratégias eficientes de precificação e comunicação com o consumidor.

Movimentação do mercado – A concentração de mercado tende a permanecer nas grandes redes de farmácias e em redes associativistas. Por mais que as farmácias independentes representam o maior número de pontos de venda no Brasil e tenham proximidade com a população, a representatividade das vendas dos outros grupos é superior por conta da organização operacional e das estratégias de comunicação. As grandes redes de farmácias, concentradas principalmente nas capitais e cidades de médio porte, tendem a se expandir cada vez mais nas cidades menores.

As tecnologias e o digital – As inovações tecnológicas e a inteligência artificial possibilitarão, além da já citada prescrição digital, personalizar a experiência do consumidor e melhorar os programas de relacionamento, além de contribuir para que lojistas aprimorem a revisão do portfólio de produtos vendidos e o formato de exposição dos mesmos. Já a presença digital, nas redes sociais ou mesmo no e-commerce, é fundamental, pois impacta cada vez mais na interação do consumidor com as marcas e na compra, independente de onde ela é finalizada. Uma pesquisa Connected Life, daKantar, revela a influência da tecnologia na compra de produtos de higiene pessoal e cosméticos. Segundo o levantamento, 59% dos brasileiros buscam produtos desse segmento na internet mais de uma vez por semana. Desse total, 28% compram, efetivamente, online.

Marcas próprias – Categorias de marca própria desempenharão papel estratégico na busca por exclusividade e melhores margens. Esses produtos poderão representar, segundo especialistas, de 5% a 10% dos negócios.

SICOM

O SICOM – Sindicato do Comércio da Região de Chapecó – atua como um importante aliado das empresas do comércio. Tem como foco principal o associado, por isso, trabalha com o propósito de coordenar, proteger e defender todas as atividades econômicas relacionadas ao comércio.

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