Tecnologias que irão mudar o varejo

O processo de compra nunca foi tão complexo e desafiador para varejistas. Em tempos de novas tecnologias, virtualização das experiências e multicanalidade, o varejo se prepara para entrar de uma vez por todas na era digital.

De olho nesse movimento, o 27º. relatório anual sobre tecnologias aplicadas ao Varejo da RIS (Retail Info Systems) e o estudo da Zebra entitulado “2017 Retail Vision” apresentaram os principais temas para o varejo do futuro.

Apontada como a maior evolução tecnológica, a Internet das Coisas começa a dar suas caras na operação diária do varejo. Apesar do potencial de atuação em diversas etapas, os sensores de IoT se destacam como elementos que podem provocar melhorias significativas na experiência de compra do consumidor e na excelência operacional do varejo.

Segundo o “2017 Retail Vision Study”, da Zebra, hoje apenas 35% dos varejistas investem em sensores que avisam quando um cliente em específico está na loja, 27% customizam a visita de loja e 22% criaram alertas sobre quando um comprador online está no estacionamento da loja para retirar uma mercadoria. Com a popularização desse tipo de ferramenta e o amadurecimento das abordagens analíticas a personalização e contato com o consumidor via smartphone surgem como diferencias.

Corrobando essa tendência, a pesquisa estima que esses números irão dobrar até 2021: 75% dos varejistas irão saber quando um determinado cliente está em sua loja, 79% irão customizar a visita de cada consumidor e 71% saberão quando um cliente irá retirar sua mercadoria comprada on-line na loja física (processo de click and collect, por exemplo).

Hoje, o chamado Visual Analytics, começa a transformar a realidade do varejo. Passada a fase de estudo e entendimento das possibilidades e aplicações em Big Data, a análise visual dos dados dos clientes permite que especialistas construam e levem análises estratégicas – em tempo real – a todos os colaboradores. Dashboards dinâmicos e intuitivos já permitem decisões de forma rápida e assertiva.

Um bom exemplo é o caso de sucesso da Trunk Club, varejista virtual que oferece roupas indicadas por personal stylists. A empresa adotou um sistema de análise de dados dentro de seu depósito, dando estatísticas de produtividade e resultados para todos os seus colaboradores.

Mas, o que realmente importa é perseguir resultados de negócio, otimizando sua capacidade de investimento no desenvolvimento de conhecimento e definição de processos. Outro foco é a aquisição de soluções que permitam ter controle total e efetivo de suas operações e conhecimento real sobre seus clientes.

Segundo o relatório da Zebra, rupturas de estoque, produtos com menor preço na concorrência e sortimento inadequado são os principais problemas do varejo atual. Hoje, tudo isso pode ser facilmente solucionado com o uso de tecnologias analíticas, permitindo que o consumidor tenha uma visualização completa das possibilidades que tem à sua disposição no instante da interação.

Empoderar ainda mais o consumidor, de forma eficiente e personalizada focada em suas reais necessidades, para que ele possa realizar uma compra com o “menor atrito” possível, traduz o mantra dos varejistas de futuro.

 

* Mauricio Andrade de Paula, senior Business Consultant em Analytics e Big Data

para a indústria de Varejo na América Latina da Teradata

SICOM

O SICOM – Sindicato do Comércio da Região de Chapecó – atua como um importante aliado das empresas do comércio. Tem como foco principal o associado, por isso, trabalha com o propósito de coordenar, proteger e defender todas as atividades econômicas relacionadas ao comércio.

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